quinta-feira, 25 de março de 2010

Bolachas de avelã com pepitas de chocolate


Ingredientes:
1 chávena de manteiga derretida
1 chávena de açúcar amarelo
½ chávena de açúcar
2 ovos
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 ½ chávenas de farinha
1 colher de chá de bicarbonato de soda
1 colher de chá de sal
1 chávena de avelãs picadas
Pepitas de chocolate a gosto

Preparação:
Misturar muito bem os açúcares e a manteiga até se obter um creme. Juntar os ovos batidos e a baunila e voltar a misturar. Numa outra taça misturar os ingredientes secos e adicioná-los lentamente ao preparado de ingredientes húmidos. Com uma colher envolver as avelãs na massa e, por fim, as pepitas de chocolate. Num tabuleiro forrado com papel vegetal colocar, com a ajuda de uma colher, pequenas porções de massa devidamente espassadas entre si. Levar ao forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos.

Dá cerca de 60 bolachinhas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Jardineira de choco




Já andava há algum tempo com vontade de comer choco assim... guisado. Hoje lembrei-me da jardineira e, após alguma pesquisa, resolvi inspirar-me nesta receita do blog Doces Temperos. Então fiz assim:

Ingredientes
1 choco congelado grande cortado em tiras
6 rodelas de chouriço de carne
1 cebola picada
2 alhos picados
1 colher de sopa de polpa de tomate
Alguns cubinhos de tomate (congelado)
1 folha de louro
1 folha de hortelã
1 colher de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de coentros picados
4 batatas médias
2 cenouras mádias
1 copo e meio de ervilhas congeladas
Vinho branco q.b. (pus a olho...)
Água q.b. (idem)
Azeite q.b.
Sal, pimenta e pimentão doce q.b.

Preparação (na panela de pressão):
Pica-se a cebola e os alhos (eu utilizei cebola, alho, tomate e coentros picados e congelados do Pingo Doce, talvez não sejam tão bons como "the real ones", mas nos dias que correm, o tempo corre ainda mais... sobretudo depois do G. nascer, o tempo é mesmo o bem mais escasso) e refoga-se com as rodelas de chouriço e a folha de louro no azeite.
Quando a cebola estiver transparente, coloca-se o choco já descongelado e o tomate e deixa-se refogar mais um bocadinho. Junta-se o vinho branco, a polpa de tomate e a água (mais ou menos um copo), tempera-se com sal, pimenta e pimentão doce e tapa-se a panela de pressão. Deixa-se cozer em lume brando cerca de 15 minutos depois de "apitar".
Depois, juntam-se as batatas e as cenouras cortadas em cubos, as ervilhas, a folha de hortelã, a salsa e os coentros, acrescenta-se mais um copo de água e deixa-se cozer em lume brando mais 5 minutos depois de "apitar". Finalmente, destapa-se a panela e deixa-se apurar em lume alto mais 5 a 8 minutos. Eu gosto de deixar as batatas cozerem até estarem meio desfeitas, para engrossar o molho.

Estava mesmo, mesmo bom! Até o M., que costuma franzir um bocadinho o nariz a estes pratos, gostou e repetiu. Isto é significativo, porque o meu marido quase nunca diz que não gosta de um prato que eu tenha feito (foi por isso que casei com ele!), mas a prova-dos-nove é a repetição: se gosta, repete; se não gosta assim tanto, diz que gosta, mas não repete...

In defense of food: an eater's manifesto


“Don't eat anything that your great-great grandmother would not recognize as food”

Esta é a minha citação preferida do In defense of Food do Michael Pollan. Analizando a indústria alimentar norte-americana e ocidental, Pollan diz que caímos, nas últimas décadas, numa espécie de “dietary confusion” onde perdemos a capacidade essencial de saber comer e de nos relacionarmos com a comida. “Eat food. Not too much. Mostly plants”, sumariza assim o essencial deste pequeno, mas poderoso livro.
Aprendermos a fazer escolhas conscientes, percebermos o que fazer para comer saudavelmente e recuperar o prazer da comida não é assim tão difícil... basta pensarmos como as nossas bisavós e relacionarmo-nos com os alimentos e a arte de os preparar da mesma forma que elas faziam. E tudo saberá, efectivamemte, melhor...

Aqui vão algumas das “eating rules” do Pollan que mais gosto:

-“Avoid food products containing ingredients that are unpronounceable or more than five in a number”
-“Get out of the supermarket whenever possible” (shake the hand that feeds you)
-“Eat well-grown food from healthy soils”
-“Regard nontraditional foods with skepticism”
-“Pay more, eat less”
-“Do all your eating at a table”
-“Don’t get your fuel from the same place your car does”
-“Eat slowly”

Não sei se já há alguma tradução em português do livro, mas penso que não será difícil encontrar a edição americana.
Vale mesmo muito a pena!

domingo, 21 de março de 2010

Bolo de Clementinas

Aqui vai a segunda mensagem do Tu cá Tu lá, a primeiríssima para a Tu Lá que assim se estreia nestas coisas dos blogs. E, para seguir a tradição da primeira mensagem do Tu cá Tu lá, vou também postar uma bela receitinha. Trata-se de um bolinho de clemetinas, adaptado da receita original da Nigella Lawson.

Ingredientes:
4 clementinas de casca fina (375/400g)
6 ovos
1 chávena e 1/3 de açúcar
2 1/3 de amêndoa pelada moída
1 colher chá de fermento
1 colher de chá de extracto de baunilha

Preparação:
Lavar muito bem as clementinas e cozê-las numa panela com água durante 2 horas (ou então, para poupar energia e tempo, também se pode cozer no microondas numa taça com água durante 15 minutos). De seguida, escorrer bem a fruta e deixá-la arrefecer. Cortar as clementinas em quartos e retirar as sementes e os pedúnculos. Com a ajuda de uma faca raspar o maior da parte branca que se encontra junto à casca e reduzi-las a puré com a ajuda da varinha mágica (deve obter-se um creme com o mínimo possível de pedacinhos de casca visíveis). Bater os ovos com o açúcar, a amêndoa, o fermento e a baunilha. Por fim, juntar o puré das clementinas. Misturar bem. Colocar a massa numa forma de fundo amovível untada e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 190 graus durante 1 hora (provavelmente, por volta dos 40 minutos de cozedura, haverá necessidade de cobrir o bolo com uma folha de alumínio para que o topo não queime). Depois de cozido, deixar arrefecer dentro da forma antes de desenformar.

É simplesmente delicioso! Fica um bolo húmido que, tal como refere a Nigella, vai melhorando com o passar dos dias...(se conseguirem que ele perdure!). O extracto de baunilha não vem na receita original, mas é um truque óptimo para neutralizar o potencial amargo da casca das clementinas.
Assim que voltar a fazer o bolo, venho cá pôr as fotografias.

sábado, 20 de março de 2010

Primeira mensagem

Há sempre uma primeira vez para tudo, até para escrever a primeira mensagem no nosso próprio (em equipa) Blog...
Então aqui vai a primeira receita (doce, para dar sorte!). Eu costumo fazer estes muffins com alguma frequência, variando o "recheio" e são sempre muito bons.

Muffins

Ingredientes (para 12 unidades - ou mais, depende do tamanho das forminhas...)
  • 250 g de farinha
  • 3 colheres de café de fermento
  • 1 ovo grande
  • 150 g de açúcar
  • 1 pacotinho de açúcar baunilhado (cerca de 20g) - se n tiverem açúcar baunilhado, acrescentem estas 20g em açúcar normal e ponham uma pitada de baunilha a gosto.
  • 8 colheres de sopa de óleo de girassol (até agora nunca pus mais que 4 ou 5 colheres, mas na próxima vez que fizer esta receita vou pôr a quantidade certa, os muffins têm-me saído um bocadinho secos)
  • 150 g de leite magro (ou iogurte ou crème frâiche)
  • 200 g de mirtilos (frescos, em conserva ou congelados) - esta era a receita original; em costumo pôr 200 g daquilo que me apetece, até agora experimentei frutos vermelhos congelados e 100 g de chocolate picado+100g de nozes picadas; para a próxima vez vou pôr maçã ralada e nozes.
  • 1 tabuleiro para fazer muffins e 12 formas de papel ou, então, apenas 24 formas de papel
Coloque as 12 formas de papel no tabuleiro para muffins. Se não tiver uma, pode usar 2 formas de papel por cada muffin e colocar as formas no tabuleiro do forno. Aqueça o forno a 180º (calor circulante 160º).
Misture a farinha com o fermento.
Bata o ovo numa tigela e adicione o açúcar, o açúcar baunilhado, o óleo e o leite, misturando tudo muito bem. Junte pouco a pouco a farinha e finalmente os mirtilos (ou o que quiser).
Encha as formas com a massa e coza no forno (ao centro) 20-25 min ( ou até passarem no teste do palito e/ou estarem douradinhos; se forme mais pequenos, podem demorar menos tempo). Podem ser comidos quentes ou frios.

NOTA: Da próxima vez que fizer esta receita ponho a foto.